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Carinho, atenção, inteligência, sorvete,
capuccino, amigos, célula, calor, chocolate, quem eu amo, quem me ama, cozinhar, ler.
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Tem quase tres semanas que eu abro o blog para postar e fico olhando pro branco e pensando em branco. Muitas coisas aconteceram, minha mãe brigou com a minha irmã e foi embora de casa, eu não passei no vestibular e de quebra to de recuperação, queimaram uma mexa do meu cabelo de sacanagem com a minha cara e isso me obrigou a repicar de um jeito que eu não queria,eu briguei com uma das poucas pessoas que me sobraram de um tempo que eu achava que tudo era "pra sempre", fiz coisas que eu tinha prometido pra mim mesma que jamais voltaria a fazer em prol do meu amor próprio... Muita coisa, que eu guardo muitas vezes só pra mim.
Eu tinha um planejamento prévio para quase tudo, agora que tudo ta desandando eu não sei mais o que fazer, eu não tinha um plano "b".Eu sei que o meu futuro vai ser fruto das escolhas que eu faço hoje e isso me assombra horrores.
Agora eu vou entrar de férias, vou viajar, vou descançar... Foi muita informação nos últimos 6 meses, que pra mim, foram 6 meses improdutivos, perdidos.
Vou viajar, vou deixar meu cantinho em HIATUS...
Vejo vocês em agosto.
Beijos.
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mario Quintana - Espelho Mágico
Por Bia Halterbeck
|| 12h24 ||

Todos os dias a nossa luta ocorre a favor de nos manter sóbrios, a favor da harmonia, interna, externa, harmonia.
Pessoas passam por nós, acontecimentos, palavras,sorrisos, alegrias, nos apaixonamos todos os dias pela imagem que fazemos de tudo; nos apaixonamos pela imagem que fantasiamos e nos recusamos a ver que tudo (menos Deus) tem suas imperfeições, procuramos a harmonia dentro da nossa mente, alimentamos sentimentos baseados nisso, construímos nossas expectativas. É , vai dar certo.
Não dá certo, os atritos surgem ferindo dedos despreparados com seus espinhos, o espelho se quebra, você vê a imagem do que é de fato seu ser cativo, você vê na sua libérrima existência seus defeitos e a notoriedade criada uma vez por suas expectativas se quebra. A batalha pela sobriedade deixa de ser somente uma guerra fria, uma paz armada.
É, as mutilações simplesmente se espalham, perdemos o controle , perdemos a luta pela harmonia, que no fim das contas se demonstra falsa, tão falsa como as imagens que fazemos.
A decepção vem para todos com várias máscaras. Nós nascemos para o encontro com o outro, para ama-lo e contempla-lo na sua libérrima inutilidade e total necessidade de tê-lo; nossas palavras, nossas falhas elas continuaram a existir assim como nossos acertos e sorrisos.
É meio dia em nossas vidas e espelhos vão continuar a ser quebrados junto com suas convicções. A sanidade, antes vista como um fim, é só um meio. Nascemos para o encontro com o outro, para amadurecer a partir das nossas quebras de paradigmas, para fazer do trágico, cômico.
Nascemos para crescer, para amadurecer e por fim, por fim não sei.
Só sei que a infinda harmonia, ela não existe.Afinal não somos, estamos.
Gosto de crer em muitas coisas, mas no momento gosto mais de pensar que o melhor final feliz quem sabe, seja um novo começo.
Por Bia Halterbeck
|| 16h04 ||
"Escreva um texto comentando a situação do país . Nele você poderá , inicialmente , atribuir a responsabilidade por essa situação ao caráter do povo Brasileiro, que você considera um conjunto de caracterísicas negativas ( por exemplo o individualismo , passividade, indolência , imprevidência , etc.)No seu texto, esses atributos devem aparecer sob forma de pressupostos. Em seguida refute os pressupostos e argumentos apresentados anteriormente , mostrando que atribuir certas características , como individualismo, passividade, etc; ao povo brasileiro não passa de uma falsa análise do Brasil, pois não encontra apoio na história do nosso povo"
...
- Seu texto está ótimo, mas você jogou muita informação e foi muito explicita...
- Como assim explicita?
- Cadê os pressupostos aqui? Você disse tudo na lata
- Mas professora, eu já tive que ir contra a minha vontade em desfazer todos os meus argumentos pra dizer que eles eram falsos no final do texto de acordo com o enunciado, que aliás, eu não concordo...
- Ta meu bem, mas você foi muito direta, tenta usar mais de figuras de linguagem, ser menos explicita....
- To ferrada pra escrever isso aqui denovo então, nunca fiz questão de disfarçar nada...
Se cair pressuposto e subentendido no vestibular, espero que seja só de certo ou errado, porque a minha essência, toda ela é transparente... Que merda hein? Tenho que aprender a socializar por conveniência com os meus próprios textos agora... Só não posso viciar nisso .
Por Bia Halterbeck
|| 07h40 ||
Quem sabe eu seja a blogueira mais desleixada que você conhece? Quem sabe... Fazer o que? Mal que herdei de meu pai, grande desorganizado, grande pai, mas um grande desorganizado.
Mas vamos lá né não? Bem, semana passada antes do feriado houve um trote (tradição de turmas de terceiro ano de colégios particulares aqui no Gama )no Jk, todo mundo se vestiu de palhaço, foi engraçado horrores, me diverti horrores, esqueci do vestibular horrores; aliás! Estou parando de me alto aterrorizar, grande Augusto Cury que me fez mudar tanta coisa, só com uma lidinha de nada no seu livro “ Código da inteligência” (galera Lê! É simplesmente maravilhoso); quem sabe a minha novela mexicana amorosa tenha chegado ao fim, acho que chegou, ta com cara de que chegou, um dia quem sabe, eu dou uma loucura e escrevo tudo, aliás, coloquei na minha cabeça que eu vou escrever um livro e com certeza eu vou ficar rica com as minhas peripécias amorosas , crises familiares e loucuras de finais de semana com amigos que quem sabe nem serão meus amigos no futuro( podem até não ser, mas certeza que eu vou ganhar dinheiro as custas de vocês MUUUARÁRÁRÁRÁRÁ “ risada diabólica”) .
Porém, todavia sempre, chega de enrolação! To afim de falar de hoje mesmo ( to me lixando pros erros de português, todo mundo sabe que eu gabarito as redações , isso é um blog, não vou revisar, FALEI) . Fui numa gravação ( saída de campo do colégio) num programa da TV câmara , chamado “Câmara ligada”, vai passar dia 02 de Maio povo, me assistam, to sentada de camisa branca e cabelo toin oin oin no palco. O tema era “Trabalho” e tals, tinha um especialista ( um empresário bem sucedido pra caramba e professor de gestão empresarial) , um gatiinho dono de uma quiosque de açaí na UNB um deputado que era metalúrgico que eu esqueci o nome ( não era o Lula ) e um cantor de uma banda de nome de gente revoltada que eu esqueci o nome ( quando vocês assistirem dia 02 de maio descobrirão o nome da banda ) . Tudo estava indo bem, estava esperando uma oportunidade para alfinetar o deputado e perguntar o por que de os professores não receberem o aumento de 19,98% nos seus salários previsto no artigo 32 da lei 4075/77 e como ele espera que os jovens de hoje que vão ser professores ( mesmo que por falta de opção ) no futuro se anime com esse tipo de coisas, se ele acha que isso não está formando profissionais frustrados... Eu acho simplesmente a coisa mais linda do mundo a profissão de magistério e acho que nossos professores, nossos educadores, quase como nossos pais ( muitos deles passam mais tempo conosco que nossos próprios pais) merecem mais valor, mais voz, um salário que condiz com seu esforço e sua dedicação, na minha humilde opinião 19,98 % não é nada com relação ao que eles realmente merecem e não nego para ninguém que mesmo desvalorizado, é esse o futuro que eu quero para mim, porque não tem preço moldar o caráter , ajudar uma pessoa a ser alguém, não tem.
“Nenhum pensamento é verdadeiro, mas uma interpretação da realidade.
No ato de interpretação, o estado emocional ( como estamos) , social ( onde estamos) , personalidade ( quem somos) , metabolismo cerebral ( genética) , entram em cena causando micro ou macro distorções . Por isso a verdade é um fim inatingível .“
Augusto Cury
Por Bia Halterbeck
|| 20h32 ||
Postar, postar, postar?! Postar! O que? Não sei...
É aquela coisa, você nunca sabe por onde começar , mas depois que começa a digitar você não quer mais parar, mas ai vem aquele papagaio na sua cabeça “ Deixa de ser tapada, ninguém vai ler essa apostila desse tamanho...” Ai lá vai você editar seu texto.Na real? Nem sei mais o que é editar um post, nem ligo mais para os erros de português.
Mas vamos lá falar do personagem principal dessa novela mexicana misturada com seriado americano teen. Tudo tem sido uma correria só, médico, colégio, casa, estudo, educação física, curso, o de sempre. Quebrando a rotina veio uma saída de campo ontem, fui parar na Unb para ver uma palestra do Leonardo Boff ( escritor do livro “saber cuidar” , já leu?) e aquele clima de universidade é a coisa mais nostálgica do mundo. São pessoas diferentes, vidas diferentes, classes diferentes,todos os extremos sociais em um lugar só, tudo é tão diferente lá... Quando você vai a uma universidade particular tudo parece diferente mas é tudo muito parecido, na Unb é tudo diferente, até o ar é diferente, nostálgico explica totalmente a sensação de estar lá, me identifiquei, e não consigo mais , agora de fato, me ver em outro lugar que não seja lá.
Não consigo me ver fazendo outra coisa, estando em outro lugar e isso é ótimo, mas ao mesmo tempo é péssimo, porque isso me assusta um pouco no fundo, ainda mais levando em consideração as minhas oscilações emocionais decorrentes de uma desordem hormonal, quando alguém toca no assunto “vestibular” eu me desespero toda por dentro, e tenho que me afastar das pessoas para não perder o controle, perdi as contas de quantas vezes eu já pedi a um professor para ir ao banheiro para chorar, desestressar um pouco, ao menos tentar, principalmente quando eu estou de tpm, é um saco. Tenho a impressão, muitas vezes de que eu estou me auto sabotando, porque eu perdi literalmente a vontade de estudar, afinal, sempre que eu pego pesado em alguma coisa me lembra o vestibular e lá vem aquela onda
infernal de auto terrorismo.
Quer saber? Eu vou é tomar anticoncepcional para dissolver essa porcaria desse cisto e quem sabe assim meus hormônios param de tentar sabotar meu humor e minhas emoções e meu sono, puuuuuuutz, eu to dormindo feito grávida, tenho sono o dia todo!
"Eu abro todas as janelas da casa
Eu deixo o sol iluminar o caminho
Eu deixo a lua fazer sombra na sala
E o vento bagunçar meu destino
Eu vejo o teu fantasma dentro do quarto
Acendo a luz pra que você vá embora
Te exorciso enquanto eu calço os sapatos
Vou sair e te tirar da memória
Eu não acredito em você hei hei hei no way no way
Eu não acredito em você hei hei hei no way no way
Eu perco o sono mas não perco o juízo
Eu me mudei pro andar mais alto do mundo
Eu posso ver toda cidade lá fora
Aqui dentro eu mudo sempre de assunto
Eu pendurei os quadros pela parede
Nada que lembre o teu sorriso absurdo
Mas quando eu vejo o teu olhar nos meus sonhos
Eu me encontro e me esqueço de tudo " ![]()
Por Bia Halterbeck
|| 17h37 ||
Despertador toca, já estava acordada a meia hora.Rola de um lado para o outro, putz, tenho que levantar mesmo?Faz café, se arruma,atende ligação do pai coruja, vai para o Jk(Cage), normal.Entra na sala " Parabéns pra você" num couro de quase 40 vozes, brinco da Priscila Sangalo ( linda ela)ótimo.Chamada, segundo horário, bate o sinal, "Beatriz, sua presença está sendo solicitada na assistência pedagógica", Putz, fiz alguma merda.
Que merda que nada, era uma cesta de café da manhã, olha de cá, olha de lá, etiquetas cômicas na comida e uma delas em um biscoito " O desenho desse biscoito é a cara do Junio" ... Thaynara! Mexe na cesta, pega o bilhete, sobe as escadarias, lê o bilhete no segundo corredor. " Ninguém vai nos separar"... Lágrimas descompassadas, soluços, recomposição, aula. Olhos vermelhos, " O que você tem Beatriz?" Explicação, mais lágrimas. Terceiro horário, prova. Fácil, jóia.
Intervalo, normalidade, conversação, parabéns, dança interpretativa. 4º horário Biologia, apresentações, reunião de turma, escolha dos representantes em geral. Mochila voando, xingamento ecoando, raiva acumulada dissipada.5º horário formalização , 6º confirmação, até que enfim mostramos um pouco de senso de organização.´
Sai do colégio, encontra Thaynara no caminho " Eu amo você" , nem precisei falar. Desce, senta na calçada, come biscoito, fala besteira. Fala, fala , fala sem ver o tempo passar. Olha pros lados " Levanta e vamo embora" mas era tarde demais " Passa o celular, passa o celular" risos de ansiedade " Não tenho. Revira bolsa, xinga, vai embora, não tinha celular na bolsa, idiota ele que não perguntou pelo bolso da calça.Tentativa de assalto mais medilcre pela qual eu já passei.
Chega em casa, tira a roupa : relaxar. Copia os exercicios, passa a limpo o caderno, se arruma, vai pro espanhol.Volta do espanhol,se arruma, vai pra pizzaria.Mayara Borges que faz aniversário no mesmo dia se atrasa meia hora.
Guerra de bolinhas de papel, bolinhas e mais bolinhas nos decotes.Conta? Faltou grana.Enrolação, especulação, roubo? Todo mundo pagou no final.Casa.
Cama? Cama nada, vou é postar no blog e responder meus recados atrasados que eu não respondi na semana passada porque acabou a luz 4 vezes e eu passei uma semana sem internet.
01:00 da manhã, eu tenho 17 anos, começando com pé direito, esquerdo ou fincando os dois, começou mais uma fase.
Por Bia Halterbeck
|| 01h07 ||
Bueno! Muito provavelmente eu estava de tpm quando eu escrevi o último post, mas aquele assunto sempre consegue me arrancar algumas lágrimas, mas enfim, altamente superável.
Eu tenho tanta coisa pra dizer, algumas delas não sei se eu falo e outras eu nem sei por onde eu começo, até porque meus últimos posts em sua maioria foram todos com conotação não literária mas revelou muito do que eu sinto com relação a muita coisa.
Mas vamos lá! Em qualquer colégio que seja, público, particular e os até mesmo os famosos semi – públicos ( pagou passou) , existe fofocas de todo gênero, de funcionários do colégio até os queridíssimos alunos . E falar em alunos, alguém do colégio onde eu estudo, resolveu fazer um blog para falar mal da vida alheia e se alto intitulou Coluna Jk. Muito provavelmente foi alguém que está entre a 8º série e o 1º ano do ensino médio pelo conteúdo e as pessoas citadas no blog; um prodígio de fato com relação a escrita, no futuro se continuar trabalhando isso pode ganhar uma boa grana,mas não adianta nada ter talento sem ter pudor.Se é para falar de alguém, que dê a cara para bater , anonimato não ta com nada, e eu acho que nisso o nosso vulgo colunista pecou, porque se é para falar de alguém, tenha peito de assumir suas opiniões.
Aliás, excesso de sinceridade é uma qualidade e um defeito meu. Eu não consigo esconder das pessoas que eu me importo o que eu sinto, não consigo muitas das vezes não chegar até a ser grossa com certas coisas, e apesar de quando por conveniência eu ser muito educada com pessoas que eu não dou a mínima ( eu considero isso falsidade , mas enfim), ainda sim no fundo eu deixo transparecer de alguma forma que aquilo não é Sincero.As vezes eu tenho medo de fazer jornalismo por isso, no fundo eu sei que se eu o fizer vou acabar presa ou exilada em algum fim de mundo na África.
Mudando de assunto, curte teatro? Curte Humor?
Vê esses vídeos! Vou colocar na seqüência pra ficar melhor XD
http://www.youtube.com/watch?v=GFBYS8U5uPA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=z5OL6_IMuVY&feature=channel
Bejim! ;**
Por Bia Halterbeck
|| 19h49 ||
As vezes me acontece uma coisa com a qual eu não sei lidar direito,parece que a minha inspiração some e junto com ela as minhas frases de impacto, junto com essa força que as pessoas dizem que eu tenho, desaparece tudo , junto com a minha maturidade, desaparece junto com a minha paciência, meu talento com a escrita, a paixão pelas palavras, o ardor pela leitura, tudo parece simplesmente desaparece. Fica só a Beatriz, frágil, sem idéias, só ela.
E dentro dessa fragilidade exposta começam a surgir aquelas velhas dúvidas sobre a sua própria capacidade, e a Beatriz fica sem saber o que escrever, porque as idéias dela sumiram, mas lá dentro ficou uma dúvida acompanhada de uma dorzinha. Estavam os dois trancados num quarto no subconsciente , com um cachorro de 3 cabeças na porta que não deixava ninguém entrar, mas ai o cachorro pegou no sono e eles resolveram dar uma escapadinha.
Escaparam e tocaram o terror, aliás, desencadearam o velho auto-terrorismo, porque a Beatriz sabia que o vestibular está chegando e eles também.Se aproveitaram daquela velha palavra chamada pressão, porque a mãe da Beatriz é formada em uma Universidade Federal mas quer que ela faça um curso que ela não quer em uma particular, mas a Beatriz sonha com uma Universidade Federal também, ou será Distrital? Beatriz quer passar na UNB.Antes tivessem cutucado só esse ponto, mas ainda tinha o detalhe que o pai da Beatriz não acreditava que ela tem capacidade, vivia com seus discursos sobre esforço e capacidade, mas no fundo a Beatriz sabia que ele não acreditava que ela era capaz. A dorzinha acompanhada da dúvida começou a crescer e a mexer nas memórias da pobre Beatriz sem idéias, e fez ela lembrar das duas etapas do PAS que ela fez, a fez lembrar que ela teve que se virar sozinha para chegar no local de provas, que não recebeu nenhuma ligação do seu pai ao menos para saber se estava com fome depois da prova, que apesar dos sorrisos da mãe e da velha pergunta “ foi bem na prova?” no fundo ela queria que a filha tivesse se ferrado.
Aquilo foi o bastante para as lágrimas rolarem do rosto dela, e o barulho das lágrimas acordou o cachorro que foi correr atrás da dorzinha e da dúvida sapecas e colocou as danadinhas para dentro.
As lágrimas pararam , as idéias voltaram e a Beatriz voltou a ignorar a existência daquela coisa chamada pressão, mas ela sabia que uma hora ou outra o cachorro ia voltar a dormir abatido pelo cansaço, quem sabe quando vai ser ? Só tem certeza que ainda faltam 4 meses para o vestibular.
Por Bia Halterbeck
|| 20h15 ||
Tempo : Esse devorador de coisas
Falta tempo de arrumas as bagunças, falta tempo para dar um fora naquele cara chato que você está entre namorar e dispensar já faz 7 meses, falta tempo para decidir o que você vai fazer de construtivo em 2009 , falta tempo para você dizer aos seus pais que você os ama mesmo com as brigas remanescentes , falta tempo de terminar aquele livro do Chico Varella que está encostado no armário juntando de poeira , falta tempo de dizer umas verdades entaladas na garganta para algumas pessoas que definitivamente te irritam . E no final você conclui que o tempo tende a consumir você , suas expectativas , seus supostos sonhos... O tempo lhe devora.
O problema não é com o pobre coitado do tempo, o tempo é só uma desculpa para esconder que você tem preguiça de arrumar suas coisas , de admitir que você até gosta do idiota que pretende dar um fora e é altamente confortável continuar tendo só um rolo enquanto não aparece coisa melhor, que você no fundo no fundo não tem a mínima idéia do que quer fazer em 2009 apesar de ter um planejamento prévio, falta humildade para engolir o próprio orgulho e dizer " Eu te amo" para as pessoas que mais lhe amam e brigam com você por querer seu bem, falta vergonha na cara para arrumar seu armário e lembrar que você não terminou de ler aquele livro do Chico Varella, falta coragem de quebrar o paradigma altamente conveniente de educação e bom senso e gritar " EU QUERO QUE VOCÊ VÁ A MERDA E QUE EU CABELO CRESÇA! " .
O ser humano é incrivelmente hipócrita, sempre querendo arrumar uma desculpa para se safar das limitações que ele se impõe , tentando se esconder de si mesmo dentro dessas limitações, sempre jogando a culpa em um fator externo quando o problema é interno. O ser humano criou o tempo, o ser humano consome o tempo.O tempo não lhe devora , o ser humano se devora.
Por Bia Halterbeck
|| 11h20 ||
Meu circulo social já foi bem grande, pessoas mais velhas, mais novas, engraçadas, sarcásticas, tristes, felizes, pessoas que curtiam festas e drogas, pessoas que curtam só dançar um funk até as pernas doerem, pessoas que amam a Deus acima de suas próprias vidas, pessoas que me acompanham desde os 5 anos de idade, pessoas que eu pensei que se importavam com meu bem estar, pessoas que gostavam de jogar Handebol , pessoas que gostavam de por medo nas outras, pessoas inteligentes, pessoas fúteis,pessoas competitivas, pessoas fáceis , pessoas difíceis, pessoas inteligentes, pessoas que pareciam ter medo de aprendizado, pessoas carentes, auto suficientes. Eu falava com muita gente e os tinha como meus amigos ( nem todos, alguns entram na lista dos meus ex- namorados e relacionamentos semi-passionais frustrados).
E de um ano para cá, minha vida, meu ciclo social,a própria Beatriz Lemes dos Reis Halterbeck, tudo mudou radicalmente.
Eu já não falo mais com metade dessas pessoas, muitas delas se afastaram, outras eu descobri que não eram minhas amigas e nem queriam ser ( só me usavam), outras eu briguei feio (e com razão) e meu orgulho e senso de "eu to certa" não me deixam voltar a falar com elas ( eu tenho consciência que isso é uma falha de caráter), outras eu nem faço questão de analizar quem saiu certo ou errado da história porque eu não me importo mais nem com o que aconteceu e nem com quem me feriu, e com o tempo eu mudei tanto que algumas outras pessoas não me aceitavam no que eu me tornei.
Os poucos amigos que eu tenho agora são os melhores que se pode ter, pessoas que aceitam o fato de que eu não bebo mais, que eu me amo mais, que eu não saio mais de quinta a domingo, que eu me preocupo com meu futuro e com a minha saúde, que eu parei de ir a festas e passar o rodo e ainda limpar com o paninho ( essa eu aprendi com a Bia Zinha) , que eu aprendi a superar muita coisa e que eu nem me importo mais com as criticas feitas ao meu respeito, elas são muitas e eu sei que estão rodando por ai... Mas na real? O que importa é que eu sou feliz, porque eu decidi estar feliz.
E por falar em amigos, fui almoçar com a Mayara Borges semana passada :
- Eu nunca tive cáries
- Então você não foi criança
- Eu era criança sim, mas eu gostava de livros e não tive cáries
- Eu também gostava de livros, mas eu comia doce
- Eu também...
- Sua anormal!
- ¬¬º
You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah you, PMS
Like a bitch
I would know
You, You don't really want to stay, no
You, but you don't really want to go-o
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
Por Bia Halterbeck
|| 08h11 ||
E acabou!
É, tem uma semana que eu teoricamente já estava de férias( porque eu passei DIRETO bando de trouxa HAHAHAHAHA, meu sonho era falar isso), mas eu não ia ter paz enquanto eu não fizesse o PAS.
Foi uma maravilha, rolando o jogo do São Paulo no estádio que fica a menos de 50 metros do colégio onde eu fiz a prova. Eu consigo ouvir musica, falar no telefone, escrever uma redação, conversar no MSN , arrumar meu quarto , passar maquiagem e gritar com meu cachorro, tudo ao mesmo tempo, então fazer uma prova de "vestibular" ao som do Hino do São Paulo e muita gritaria, regado a fogos e buzinas não me atrapalhou, e aliás! Foi um fator determinante para minha concentração, não sei porque, mas silêncio na maioria das vezes me desconcentra, ainda mais quando associado a respiração de 42 pessoas numa sala, disputando vagas na mesma universidade.
Eu poderia falar horrores dos estresses das minhas últimas semanas, aliás, creio que muita gente ia rir do pití que eu dei na minha última semana de TPM : Perda de ônibus/ atraso no curso de espanhol / sandália arrebentada na volta para casa / chuva na minha escova. Tudo no mesmo dia, fiquei tão estressada que não dei as caras fora de casa nesse sábado a noite.
Mas em tudo o que eu penso agora é na paz que eu to sentindo, e inesperadamente eu já estou sentindo falta do colégio, mas não da pressão das provas que libertavam meu senso competitivo, mas dos meus professores, e da minha turma, sim! Da minha turma!
Esse sem dúvida foi o meu melhor ano letivo nos últimos 5 anos, graças a minha turma...
Eu vou sentir falta da cada rosto daquela sala, até das pessoas que eu não gostava ( porque eu adorava passar raiva em gente chata). Vou sentir falta de ser feita de apagador pelos meninos, de ser nômade e estar em um canto diferente da sala em cada horário, de conversar besteira com meu professor de história sempre que eu não queria assistir aula, de fazer arruaça para defender quem quer que fosse injustiçado na nossa turma ( somos uma família e na nossa casa ninguém grita mais alto), das picaretagens das colas ( não posso contar quais são porque tenho professores leitores assíduos do meu blog), de liderar trabalhos, bancar a esperta em debates, conversar bobagem com a galera, das reuniões para não fazer nada e geralmente acabavam em merda, das aulas de educação física que eu sempre acertava a bola na cabeça de alguém,de dormir nos corredores do colégio na hora do intervalo, e por ai vai...
E ano que vem essa brincadeira acaba, ano que vem eu já vou estar no terceiro ano, e acaba.
Podem vir as festinhas semanais, o vestibular do meio do ano, as brigas, as pazes, que venha 2009, porque é como eu disse para a minha mãe hoje : eu tenho muito mais do que sonhos, eu tenho objetivos, e eu não sou escrava dos meus medos. Eu vou vencer, e eu vou ser tudo aquilo que eu sempre sonhei.
Por Bia Halterbeck
|| 07h47 ||

Por Bia Halterbeck
|| 21h42 ||
Por Bia Halterbeck
|| 10h26 ||
Ouvi muito essa semana " Bia, ta na hora de atualizar aquele blog né amiga?", e é bem verdade, eu o tenho deixado muito abandonado.Não sei, mas eu tenho tido muito receio de postar, ou até mesmo falar da minha vida com a maioria das pessoas por esses dias que eu me ausentei por aqui também. Tenho escutado muita moda de viola, tipo "vestido de seda" , "Chalana" , "Dama de vermelho","Fio de cabelo", "Boate azul" e uma porrada de coisas que eu cresci escutando.E que calor que tem feito, meldelsdoseú!Até já me acostumei a dormir sem roupa, se pudesse ficava pelada o dia todo!
Por Bia Halterbeck
|| 20h59 ||
Sobre o direito de surtar
Toda mulher tem o direito de surtar. Dar piti. Jogar umas coisas no chão e chorar.
De preferência em casa, pra não ameaçar o patrimônio público, mas às vezes também acontece na rua, fazer o quê?
É simples: as mulheres são seres cíclicos, com altos e baixos hormonais.
Tem Tensão Pré-Menstrual, Tensão Menstrual, Tensão Pós-Menstrual.
A culpa é toda dos hormônios. Não podemos controlá-los. Então, desculpe, temos o direito.
Até porque o ato de surtar pode trazer grandes benefícios quando usado com moderação
e até prevenir doenças como câncer, úlcera, estresse e tédio profundo.
É por isso que as mulheres têm a vida mais longa do que os homens.
Eles ("eles" quase todos) guardam tudo, acham que surtar é coisa de mulher.
E é mesmo, mas e daí? Se ficar guardando tudo vai acabar como aquele senhor, tendo um dia de fúria.
Todo mundo deveria extravasar de tempo em tempo para evitar maiores danos.
Quem sobrevive guardando no peito aqueles dias frios em que você pisa de meia no chão molhado,
ou em que o miojo cai todo na pia quando você vai tentar dar aquela escorridinha,
ou em que a ex-namorada sem amor-próprio do seu amor fica ligando doze vezes consecutivas para perturbar a paz alheia,
ou em que você passa horas no trânsito sem bateria no iPod, ou em que os pagamentos não entram - mas as contas sim -,
ou em que ninguém te escuta, ou em que o gato faz xixi no tapete da sala pela décima vez,
ou em que a internet não funciona, ou a calça não entra mais,
ou em que você não acerta o delineador e borra a cara inteira,
ou tudo isso reunido no mesmo dia infeliz?
O que mais pode uma dama fazer a não ser jogar tudo pra cima e chorar lágrimas incontidas de ódio até secar?
Depois passa e você se sente melhor, livre das toxinas das lágrimas e aliviada por não ter engolido todas aquelas coisas ruins,
pronta para sair para a vida com os cabelos esvoaçantes, a alma leve e a pele viçosa.
Mas também não vai achar que é pra sair surtando nos outros a toda hora por qualquer coisinha;
isso causaria uma reação em cadeia de surtos e sabe-se lá o que poderia acontecer.
Surte, mas surte direito. Só quando precisar.
Por Clarah Averbuck
Por Bia Halterbeck
|| 19h53 ||